Sindicato de Atletas São Paulo
Direito de Arena

Sindicato visita atletas do Corinthians e recebe apoio do elenco

22, AGOSTO 2017 às 12:04:22

Martorelli e Pinella durante reunião com atletas do Corinthians no CT Joaquim Grava (foto: divulgação/SAPESP)

Fabio Giannelli | Redação SAPESP

Na última quinta-feira (17 de agosto), o Sindicato de Atletas SP visitou o elenco do Corinthians no Centro de Treinamento Joaquim Grava, na região do Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo.  Foram ao encontro o presidente da entidade, Rinaldo Martorelli, acompanhado do vice, Luís Eduardo Pinella e do assistente administrativo, Thainan Guimarães.
 
“Além dos pagamentos referentes ao direito de arena do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, falamos um pouco sobre algumas questões que envolvem os acontecimentos da categoria”, disse Martorelli. 
 
Para iniciar a reunião, Martorelli relembrou a história da conquista do direito de arena. Explicou aos líderes do brasileirão que o benefício só é respeitado graças ao trabalho realizado pelo Sindicato de Atletas de São Paulo há quase vinte anos atrás. 
 
“No ano de 2000, conseguimos um acordo garantindo aos atletas o adiantamento de cinco dos vinte por cento que eram previstos em lei”, reforçou. 
 
A LEI
A Lei do Direito de Arena existe desde 1973 em território brasileiro. Nela, os artistas que atuam em espetáculos abertos ao público e que são transmitidos pela televisão têm direito a 20% dos valores de transmissão negociados entre a organizadora do evento e a emissora. 
 
“Somente 28 anos depois, a Lei começou a ser respeitada graças a atuação implacável do Sindicato de Atletas de São Paulo. Garantimos um acordo através de uma ação na justiça. Hoje só estamos vivos porque lá atrás brigamos muito para trazer benefícios e garantias aos atletas”, defendeu. 
 
TAXA MÍNIMA 
Martorelli esclareceu outro assunto importante para a categoria. A taxa de administração do Direito de Arena, hoje fixada no piso estipulado pelo Superior Tribunal de Justiça. 
 
“Privilegiamos os atletas quando aprovamos uma taxa de administração baixa, de apenas 10% do total, já que juridicamente o STJ permite um percentual entre 10% e 25%, ou seja, pensando na categoria o percentual fixado foi o mínimo. O Sindicato de São Paulo tem muito orgulho de fazer seu trabalho, que é cuidar de gente e que temos certeza nem 95% da categoria entende que todos os avanços que hoje desfrutam como liberdade contratual, direito de arena, férias, pré-temporada, parada para hidratação, mudança de horário dos jogos no verão, entre mais de 70 conquistas, são  fruto do trabalho eficiente do sindicato paulista”, esclareceu. 
 
REPRESENTATIVIDADE NACIONAL
Martorelli também falou sobre a crítica situação em que se encontra as relações entre o Sindicato de Atletas São Paulo e a entidade nacional, que até 2015 era presidida pelo ex-goleiro do Palmeiras.  
 
“Aproveitamos para esclarecer também essas diferenças que o Sindicato de São Paulo tem hoje com a Fenapaf. É fruto do ajuizamento das ações que fizemos para pleitear as diferenças do direito de arena, que põe o interesse dos atletas acima de tudo, enquanto a entidade nacional se preocupa apenas com a perda das receitas que são retidas pelos sindicatos”, argumentou. 
 
“Outra questão que mostra a divisão de filosofia de trabalho existente entre o Sindicato SP e a entidade nacional  teve reflexo quando a Fenapaf fez um acordo num processo que foi todo pensado e organizado por São Paulo, que nos deu uma sentença favorável de 72 horas de intervalo entre os jogos para descanso dos atletas.  Enquanto eu presidi a Fenapaf, não finalizei o acordo porque a CBF somente queria que cedemos direito e não dava nada de contrapartida, enquanto a nova gestão (Fenapaf) fechou o acordo como a CBF queria. Quando nos manifestamos no processo e conseguimos que pelo menos a multa por descumprimento da CBF pudesse chegar a valores inibitórios, a Fenapaf divulgou que estávamos tentando tumultuar o processo. Isso mostra que,  enquanto nós trabalhamos pela categoria, eles querem ficar de bonzinhos com os cartolas”, continuou Martorelli.
 
“Como sempre partiu de São Paulo a defesa legislativa da categoria e devido ao fato de termos deixado de participar da Fenapaf, porque esta se mostra inerte, o Sindicato de Atletas SP está retomando os trabalhos em Brasília. Temos muito orgulho e alegria em trabalhar pela categoria e as portas sempre estarão abertas para atender qualquer associado para quaisquer esclarecimentos”, concluiu. 
 
No final do encontro os jogadores agradeceram a presença do Sindicato Atletas de São Paulo e reiteraram o apoio do elenco à atual gestão.



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